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Chuva em janeiro bate recorde em regiões do Estado
Bene Abreu:
3 de fevereiro de 2023
Levantamento feito pela Defesa Civil do Estado revela que dos 152,9 milímetros esperados para o mês, 340,6mm choveu em Apiaí O acumulado de chuva esperado para o mês de janeiro.
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Levantamento feito pela Defesa Civil do Estado revela que dos 152,9 milímetros esperados para o mês, 340,6mm choveu em Apiaí

O acumulado de chuva esperado para o mês de janeiro no Estado de São Paulo atingiu volumes acima da média em algumas cidades das regiões Sul, Nordeste, Centro, Oeste e Metropolitana da Capital. O município de Apiaí, região Sul do Estado, por exemplo, totalizou acumulado de 340,6mm, sendo que o esperado para o período era de 152,9mm.
Portanto, o volume de chuva foi mais que o dobro esperado para o mês. Na região Nordeste, Sumaré registrou acumulado de 416,4mm e o previsto era de 305,8mm. Campinas registrou 382,1mm, quando a média climatológica era de 309mm.
Os municípios de Juquitiba e Osasco, localizados na região Metropolitana da Capital, contabilizaram acumulados de 376mm (média esperada: 256,8mm) e 351,6mm (média esperada: 294,4mm), respectivamente.
Na região central do Estado, Marília registrou aumento de 141,8% nas precipitações com acúmulo de 345,6mm, sendo que o esperado era de 243,7mm. A cidade de Bauru teve acumulado de 368,4mm, mas a previsão era que chovesse uma média de 338,1mm.
Presidente Prudente, na região Oeste, contabilizou 301,6mm de acumulado no mês de janeiro, um aumento de 130% na precipitação, sendo que o esperado era de 232,5mm.
Já na capital paulista, choveu 72% do que era esperado. A maior quantidade de chuva na capital, no intervalo de 12 horas, ocorreu entre o dia 31 de janeiro, das 18 horas, até às 6 horas, do dia 1º de fevereiro, quando 68mm foram registrados, representando 32% dos acumulados.
De acordo com o meteorologista José Alexandre da Costa Galvão, do Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE) da Defesa Civil do Estado, o corredor de umidade que veio da Amazônia foi um dos fatores responsáveis pela chuva de grande intensidade em algumas regiões.
Além da aproximação da frente fria, boa parte das instabilidades foram influenciadas pelo corredor de umidade que veio da Amazônia, pelo forte calor, pela circulação dos ventos em diferentes níveis da atmosfera e por um cavado meteorológico, que é uma baixa pressão relativa e mais alongada entre os níveis baixos e altos da atmosfera“, afirmou o meteorologista.
Diante deste cenário, somente no mês de janeiro, a Defesa Civil do Estado registrou 106 ocorrências que afetaram diretamente 83 municípios. Imediatamente, o Coordenador Estadual de Proteção e Defesa Civil, Coronel PM Henguel Ricardo Pereira, encaminhou equipes para 28 municípios paulistas onde realizaram vistorias para avaliação de danos.
Neste período temos trabalho em ritmo acelerado e com empenho total para apoiar os municípios e à população paulista. A minha orientação é que toda a estrutura da Defesa Civil do Estado esteja à disposição dos municípios afetados“, afirmou o Coronel Henguel.
Desde o início da Operação Chuvas de Verão (1º de dezembro de 2022), foi ofertada ajuda humanitária, contendo colchões, cestas básicas, cobertores, kits de limpeza e higiene pessoal e lonas para 18 municípios, somando aproximadamente R$ 567 mil. O Governo de SP já liberou R$ 11 milhões em recursos para obras recuperativas. Ainda serão liberados R$14 milhões para atender os municípios atingidos.
O relatório divulgado pelo CGE, ontem, quinta-feira, 2 de fevereiro, aponta que para o mês de fevereiro é esperado que seja um período menos chuvoso, comparado com o primeiro mês do ano.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Defesa Civil do Estado de São Paulo

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